Galiza, naçom leiteira!

Galiza, naçom leiteira!

Desde o Colectivo Terra queremos expressar a nossa solidariedade com as gadeiras e gadeiros que estám em luita desde o 17 de julho e continuam até hoje com todo o esforço que isso supom para os homens e mulheres das exploraçons que tenhem que trabalhar os 365 dias do ano e, ao mesmo tempo, ver como perdem cada vez mais quartos.

As políticas europeias, avaladas por Madri e pola sucursal de Feijoo, levam mais de 30 anos afogando o sector. A decisom de acabar com o sistema de quotas e entrar num mercado globalizado onde só importa produzir leite barato, sem ter em conta custos ambientais, sociais ou para a própria saúde, leva ao sector a um dos momentos de maior desesperaçom. 

Começárom com tractoradas, continuárom com a greve de entregas e agora estám a manter os bloqueios às industrias lácteas, com o enorme sacrifício pessoal, familiar e económico que isto supom. Chamamos à gente que reforce estes bloqueios, bem em Leite Celta, ou bem no bloqueio de Gadisa desta tarde. 

É um verdadeiro drama deitar o leite das explotaçons, milhons de litros fruto de anos de esforços e todo por causa duns governantes submissos e covardes que ainda nom puxérom nengumha soluçom acima da mesa, só tentam dividir o sector ou comprá-lo com esmolas. Porém, o sector já está farto e as 9.300 granjas galegas, que resistem as embestidas do capital e que cobram por baixo de custo de produçom, nom vam ir para casa sem umha soluçom real aos seus problemas:


1. Deve ser garantida na cadeia de valor com leis e normativas umha margem suficiente para que as granjas cubram os custos de produçom e uns salários dignos para quem trabalhe nelas.
2. Anulaçom dos contratos-lixo vigentes nos que se impuxessem preços por baixo desses custos. É imprescindível criar normativas que possibilitem um preço mínimo.

Estas reivindicaçons som o mínimo para manter um rural vivo e do que depende o futuro de muitas pessoas. Apoia, reforça e nom te deixes manipular polo lixo mediático. O sector está em luita e com mais força que nunca! 

A vaquinha polo que vale!

Por um preço justo!

Galiza, naçom leiteira!

Avante a luita labrega!

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Galiza, naçom leiteira!